E se eu sentir ciúme?

Certamente, entre as principais causas de brigas e fim de relacionamentos, está o ciúme. Da relação mono às relações livres, a maioria de nós já foi tomado por esse sentimento em algum momento. Isso porque, culturalmente, ele é considerado prova ou senão uma das próprias faces do amor.

Muitas atitudes tomadas por insegurança, por egoísmo, por posse, são romantizadas por estarem sob a bandeira do ciúme. E ironicamente essa bandeira vai deixando muitos relacionamentos insossos, sufocantes ou terminais.

Mas será que temos como deixar de senti-lo?

O sentimento

Poderíamos começar escrevendo aqui sobre psicologia evolutiva e sobre como o ciúme pode estar programado no nosso gene. Mas refletir sobre o processo que desencadeia o seu ciúme, nesse momento, vale mais que refletir sobre como e porquê esse sentimento pode ter surgido na sociedade. Além de alongar demasiadamente o texto e você se desviar do que importa.

Você pode querer dominar esse sentimento por diversos motivos. Para se aventurar em um menáge, em uma relação poli, em uma casa de swing ou até mesmo para trazer mais qualidade a uma relação monogâmica.

O importante de saber é que é possível sim dominá-lo, porém muitas vezes ele não deixará de existir tão rapidamente ou até nem deixará. Mas você conseguirá viver melhor apesar dele no momento em que você entendê-lo. Então aqui vão algumas dicas:

1º Identifique se realmente é ciúme

Algumas vezes, sentimos vontade de assistir aquele filme com aquela pessoa, mesmo sabendo que ela está assistindo com outra. Ou desejamos estar com ela, justamente quando ela está em outro lugar com outra pessoa. Esse sentimento é fácil de ser confundido, mas muitas vezes ele não passa de uma “inveja boa”. Isso porque, você pode naquele momento estar com saudade, querer estar mais presente. Se a terceira pessoa não é o motivo do seu incômodo, se você só queria estar aproveitando o mesmo momento e se isso for algo esporádico, há uma forte chance de não ser ciúme.

2º Isole a causa real

Ok! Mas e se for ciúme mesmo? Sabemos que ele possui diversas causas. Pode ser uma insegurança pessoal, pode ser uma insegurança no relacionamento devido a um histórico de erros, pode ser uma insegurança em relações no geral (o que beira a insegurança pessoal), o medo de perder, de ser superado, esquecido, etc.

Se você não conseguir isolar a causa, tente pelo menos hierarquizá-las. Assim você consegue pensar em soluções mais precisas e eficientes.

Lembre-se que você não precisa fazer isso sozinho. Caso necessário, peça ajuda para esse mapeamento.

3º Converse abertamente

Depois dos passos anteriores, não poderia faltar esse. Sem medo de parecer repetitivo com o que já muito se ouve, o diálogo é a base. Ele com certeza é um forte meio para os processos de curas, para exercitar empatia, para mostrar as soluções que muitas vezes já estão estampadas na nossa cara.

Então, converse! Converse sobre tudo que refletiu e sobre soluções possíveis.

Lembre-se de ser flexível, de buscar o seu melhoramento pessoal mais que o apontar de dedos.

Moral da história

Independente do modelo de relacionamento que você esteja, o ciúme pode ser um vilão. Isso é algo em comum, pois somos ensinados assim e reproduzimos onde, como e com quem estivermos. Mas também independente do seu modelo de relacionamento (isso não é exclusividade dos não mono), você pode se disciplinar a controlá-lo, repensá-lo, sempre focando no seu bem estar e no da sua relação.

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