Amor próprio

Por que a gente escuta que é tão importante desenvolver o tal do amor próprio? Primeiro, vamos deixar claro que amor próprio nada tem a ver com narcisismo, com “se achar”. Mas sim, com segurança e autoestima.

Quando criamos essas capacidades, lidamos melhor com os problemas, desenvolvemos melhor atividades do dia a dia, temos um desempenho no trabalho mais eficiente e, claro, nossa vida amorosa fica muito mais leve. Mas, primeiro, vamos começar com a pergunta que não quer calar? Como fazemos para ter esse amor próprio fortalecido?

Tudo fica muito mais fácil quando começa a ser construído lá atrás. Ou seja, quando os pais começam a educar uma criança eles estão preocupados na construção do seu caráter, no seu modo de ver a vida e no modo como se vê. E com o amor próprio é o mesmo processo. Fica muito mais fácil de adquiri-lo se o seu meio o ajudou a se preparar para isso. Pode ser através de palavras de encorajamento, conselhos, gestos… enfim.

Desde que eu era pequena, a minha mãe sempre me dizia: “Nunca dependa de ninguém para ser feliz”. Esse conselho valioso me ajudou ao longo da minha vida, principalmente no campo amoroso. Mas vamos parar para falar desse campo mais na frente!

Mas e quando não temos nenhum estímulo no meio em que crescemos? Calma que nunca é tarde! Quando você sente que o seu amor próprio está abalado, não adianta seguir “Os 5 Passos Milagrosos para a Autoestima” que você encontra na internet. Amor próprio tem a ver com autoconhecimento. Pare, olhe para o seu interior e, em seguida, tente perceber como você se vê. Se você acredita que não é capaz de desenvolver tarefas, se acha que não é bom o bastante no que faz, se acha que nunca vai conseguir alcançar seus objetivos, se acha que é uma pessoa feia e nada atraente, se acha que não merece o amor de outra pessoa…. Opa! Tem algo errado aí!

Ter o amor próprio fortalecido não vai acontecer de um dia para o outro. E se o seu anda meio abalado, trabalhe para mudar diariamente e tenha paciência. Lembre-se que, quando não temos amor próprio, dificilmente a gente conseguirá fazer alguém feliz. Pois nenhum relacionamento consegue ser saudável com uma pessoa com a autoestima abalada. E os motivos são muitos. Vamos ver por quê?

Amor próprio e Relacionamento

Para começar, vamos chamar de relacionamento qualquer tipo de relação amorosa entre indivíduos. Seja monogâmica, aberta, poliamor, não importa. Vamos deixar algo claro: quanto mais fortalecido está o seu amor próprio, menos você permite que te machuquem. O que isso quer dizer?

Quando você aprende que o seu parceiro ou parceira é um complemento a sua felicidade e não a própria felicidade, você se valoriza e não permite que outra pessoa te diminua ou maltrate. Melhor: você impõe limites simplesmente porque se ama e sabe que não merece alguém ou um relacionamento que te ponha para baixo. Mas se é alguém que não tem esse amor próprio, aí essa permissividade aumenta e o sentimento pela outra pessoa se sobrepõe ao amor próprio. E isso é extremamente danoso para o relacionamento e, principalmente, para a sua vida.

Colocar o parceiro ou parceira no topo e se deixar em segundo plano é ruim até quando não existe mais a relação. Por exemplo, se um dia a relação termina, fica aquela sensação de vazio. Quem não tem amor próprio fica sem chão, não sabe como caminhar com os próprios pés. Afinal, os seus planos foram construídos em cima do outro e o seu mundo estava girando em torno de outra pessoa.

Sempre me incomodou a seguinte expressão que alguns acham romântica: “Não sei viver sem você”. Para mim ela cabe muito bem em romances do Sheakspeare, não para a realidade. No amor incondicional das obras do autor, o romantismo cego sempre tinha alguma tragédia envolvida. Na vida real não cabe esse tipo de sentimento.

Como tudo na vida, o equilíbrio tem que prevalecer. Vida sentimental, sexual, familiar, profissional… tudo tem que estar girando em harmonia. E sem amor próprio, tudo fica caótico e desorganizado. Afinal, é você que conduz todos esses campos da sua vida. Se você está bem consigo mesmo, tudo fica mais leve e até os problemas são mais fáceis de serem resolvidos.

 

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Gabriela Duarte é jornalista há 11 anos, com experiência em diferentes áreas. Adora falar e escrever sobre relacionamento e sexo.

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